quinta-feira 4 de junho de 2020

Baixo número de servidores do INSS aumenta fila por aposentadorias

O aumento da busca por novas aposentadorias, aliado à perda de 11 mil funcionários do INSS desde 2015, resultou no aumento da fila de busca por benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A meta do governo é reduzir o número de benefícios represados de 2,2 milhões para 285 mil até agosto. O pagamento das novas aposentadorias representaria um aumento de despesas estimado em R$ 9,7 bilhões para a Previdência neste ano.

Após a primeira reunião técnica do ano, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que analisa propostas para zerar a fila pelos novos benefícios.

“Tudo envolve orçamento, estrutura organizacional e a gente precisa ter a responsabilidade de conversar internamente em busca do respaldo técnico e jurídico”, explica Marinho.

O presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Renato Ribeiro, quer regularizar o atendimento em seis meses e cogita a contratação de funcionários terceirizados e o remanejamento de servidores de outros órgãos para diminuir a fila de espera

Segundo o INSS, a atualização dos sistemas de concessão, manutenção e pagamento de benefícios previdenciários foi responsável pela interrupção dos os pedidos de novas aposentadorias. De acordo com o órgão, seis sistemas (Prisma, Sibe, Sabi, Plenus, Sispagben e SUB) estão passando por adequação às novas regras da Previdência, que entraram em vigor há quase dois meses, em 13 de novembro de 2019.

“No momento”, diz nota divulgada pelo INSS, “estão habilitados para operação os sistemas para concessão de salário-maternidade, auxílio-doença, auxílio-reclusão, benefícios de prestação continuada ao idoso e à pessoa com deficiência e a pensão especial destinada a crianças com microcefalia decorrente do Zika Vírus”. Esses benefícios somam mais da metade de toda demanda de segurados recebida diariamente pelo INSS.

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