quarta-feira 20 de novembro de 2019

Bolsonaro à TV Record: “90% de chance de criar novo partido”

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que é grande a probabilidade de deixar o PSL e criar um partido no qual ele possa definir quais serão os candidatos a prefeito nas próximas eleições, entre outras decisões a serem tomadas na legenda.

“[A probabilidade] É 80% para sair e 90% para criar um novo partido”, disse Bolsonaro em entrevista à TV Record na noite deste domingo (03/11).

Bolsonaro disse, ainda, que pretende colher as assinaturas de forma eletrônica e acredita que, até março, já estaria com a nova legenda apta a disputar as eleições municipais. “E vai começar do zero, sem televisão, sem fundo partidário, sem nada. O meu sonho, acho muito difícil eu assumir o comando do partido, é criar um partido agora, que a gente pode colher assinatura de forma eletrônica do eleitorado. Até março, teria um partido e eu teria aí dos quase 6 mil municípios, talvez umas 200 candidatura pelo Brasil.”

“Fiquei feliz por isso por que eu teria como escolher, de fato, quem concorreria àquela prefeitura. Na última eleição, muita gente chegou de última hora”, disse o presidente.

Crise com PSL

Em crise com o seu partido desde que criticou o presidente da legenda, o deputado Luciano Bivar (PSL-PE), Bolsonaro negou que tenha interesse nos recursos do fundo partidário ao qual o PSL tem direito.

Bolsonaro disse que apenas tem cobrado “transparência” na gestão do dinheiro por parte de Bivar, para que ele não precise “pagar a conta” sobre possíveis “desvios de terceiros”.

“Eu pago a conta sobre qualquer possível desvio de terceiros do partido. A mesma coisa acontece em relação ao fundo partidário”, reclamou o presidente.

Em seguida, ele emendou: “Eu posso sair do partido. Eu quero ver cumprida uma determinação: transparência. Ponto final, mais nada. Afinal de contas, o fundo partidário é dinheiro público. Eu não estou brigando por recursos do fundo partidário, eu quero que o partido não tenha problemas por ocasião da eleições municipais no ano que vem ou em uma possível reeleição minha, aí você imagina um timing de 2022”, disse o presidente.

“Notícia ruim”

Ao falar sobre as manchas de óleo que atingiram o litoral nordestino, o presidente disse que uma tragédia ambiental ainda maior está para aparecer em decorrência do mesmo vazamento, considerado criminoso por autoridades brasileiras.

“Agora, a notícia ruim. O que chegou até agora e foi recolhido é uma pequena quantidade do que foi derramado. Então, o pior ainda está por vir. Não sei se na costa do Brasil”, disse o presidente. “Se bem que as correntes, no início, foram para a costa do Brasil e, como é um petróleo de uma densidade pouco superior à da água salgada, não vem por cima, vem por baixo”, ponderou o presidente.

Comentários desativados